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Archive for agosto \23\UTC 2011

O Monstro

Via mentirinhas

 

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Por Dionísio Benu
Via Projeto Mayhem.

Não sei a intenção do autor ao escrever a música abaixo, mas realmente, me remeteu ao Liber 333 de Crowley: “Enquanto caminham, eles derramam água; um dia eles irrigarão o deserto, até que floresça”. Claro, não dá para dissociar nada disso da Kabballah, de onde Crowley também “bebeu” para escrever esse Liber. Mesmo que a intenção do autor não tenha nada a ver com os comentários que fiz, vale a pena “abstrair” e ver pela óptica dos comentários “viajados”. Ir até Yesod, de vez em quando, não faz mal a ninguém. Abaixo segue a letra, meus comentários sobre as estrofes ou versos e um link para ouví-la.

Sob o Sol
Sobre as nossas cabeças o sol (O sol, na Kaballah se relaciona à sefiroth Tifereth, que é a esfera do Filho. Personalidades e mitos relacionados à energia atribuída a essa esfera de consciência são: Jesus, Krishna, Apolo, Mitra, Dionísio, etc. É altamente relacionada ao chakra cardíaco e ao amor universal).
Sobre as nossas cabeças a luz (A luz é o símbolo máximo de Kether, ou a Coroa, nível de consciência  na qual o ser encontra-se no mesmo nível da consciência divina manifestada, da centelha divina presente em cada indivíduo. É o maior nível de consciência da Árvore da Vida cabalística. Depois de Kether só há o Absoluto, o Imutável, etc).
Sob as nossas mãos a criação (A principal característica divina é o poder de criar e essa dádiva é uma das mais exaltadas no espírito humano).
Sobre tudo que mais for do coração
Luz da fé que guia os fiéis
Pelo deserto sem água e sem pão
Faz de pedras um rio brotar
Faz do céu chover forte o maná (Em se falando de Kaballah, está implícito que ao atingir uma determinada esfera de consciência, a pessoa passa a ter as percepções e aptidões inatas a ela. Nada mais comum do que falar de milagres bíblicos, afinal, a Kaballah tem sua origem no judaísmo. Claro que muitos outros beberam da mesma fonte: babilônios, hindus, gnósticos e ocultistas em geral. Como um diagrama, ela é perfeitamente adaptável às culturas e pensamentos, mas mantém uma base de correlação muito forte).
Quebra o vaso de barro do teu coração (A chave da elevação da consciênca para além de Tifereth está implícita no sacrifício do homem entregando seu ego inferior ou seu eu inferior ao seu Eu Superior. Por isso se diz que em Tifereth há morte e ressurreição. O sacrifício de Jesus no cristianismo é o ápice da consciência que atinge Tifereth e ascende após a experiência. O amor é derramado, o Sagrado Coração transborda, como o Graal, para redimir o Reino, representado na Kaballah por Malkuth, a esfera das manifestações físicas).
Com o melhor vinho do teu amor (o vinho é o símbolo máximo do sangue divino, seja no cristianismo ou em religiões pagãs. No culto a Dionísio, por exemplo, se comia da carne do animal sacrificado, que simbolizava o deus, e bebia-se vinho, o sangue de Dionísio, com a finalidade de que o deus e seus seguidores vivessem em comunhão. Algo similar acontece na Eucaristia Católica e Gnóstica, usando-se pão e vinho).
Pois quer a lei que ele se perca no chão
E floresça o deserto ao seus pés
Regando as areias, recriando regatos e as luzes do Éden das flores (Malkuth, o Reino Material, pode ser visto sob muitos aspectos. Depois de uma série de filmes famosos, passou a ser vista como “Matrix”, mas também é vista como um deserto. Sua distância de Kether, ou seja da essência divina presa na concha material, cria a Vontade de elevação, ou retorno à fonte. Regar as areias, é trazer ao material o que é divino, vivificando a matéria e recriando as flores, que são a própria vida, além do mecanicismo animal dessa esfera que é: comer, dormir, ter prazer, trabalhar para ter o que comer, se cansar, dormir e ter mais um bocado de prazer sensorial…).
Na terra dos homens, no circo dos anjos, guardiões implacáveis do céu
Dançamos a dança da vida no palco do tempo, teatro de Deus (a vida, artisticamente falando é tanto uma dança, como um teatro,  sempre em movimento).
Árvore santa dos sonhos, os frutos da mente são meus e são teus ( A Árvore Santa é a Árvore da Vida, um diagrama simbólico das energias do universo, bem como dos níveis de consciência humanos. Os frutos são as esferas de consciência).
Nossos segredos guardados enfim revelados nus sob o sol
Segredos de Deus tão guardados
Enfim revelados nus sob o sol ( A Árvore da Vida representa simbolicamente os segredos da criação, logo os segredos de Deus e do homem. Conhecer a Árvore, vivenciar seus níveis de consciência, é uma peregrinação de ascenção até chegar ao nível de consciência do Criador. Durante a subida, a consciência se expande, captando os segredos da criação, que ficam então, como nus sob nossos olhos).

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