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Archive for julho \25\UTC 2011

O conto do pássaro

Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim, um animal feito para voar livre e solto no céu, alegrar quem o observasse.
Um dia, uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele. Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção. Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
E sentiu-se sozinha.
E pensou: “Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.”
O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola.
Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: Mas você é uma pessoa que tem tudo.” Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio  – e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.
Um belo dia, o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
Se ela observasse a si mesma, descobriria que  aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater à sua porta.
“Por que você veio perguntou à morte.
“Para que você  possa voar de novo com ele nos céus’; respondeu a morte. “Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais, – entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo.”

Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho

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93

Muita gente me pergunta o que diabos significa o “93” que algumas pessoas envolvidas com Ocultismo escrevem depois de um texto ou em qualquer lugar. Para facilitar a explicação estou copiando criando este post para uma resposta mais prática. La vai:

Noventa e três
É o valor Gemátrico da palavra grega Θελημα (Thelema), que significa Vontade e também de Aγαπη (Agape), que significa Amor.

Uso do “93” como saudação
Thelemitas costumam cumprimentar-se com “Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei“, e despedir-se com “Amor é a lei, amor sob vontade“. Segundo o Livro da Lei, “A palavra da Lei é Thelema“, portanto podemos abreviar a frase para 93.

Então:

93! (Thelema = “Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei”)

93,93/93 (Lei,Thelema/Agape – onde o 93 inicial simbolizaria Agape=Lei, ou amor é a lei, e a segunda parte Agape sob (i.e. abaixo de) vontade, ou “amor sob vontade”)

Operação Guemátrica

Θελημα (Thelema):

Θ (Theta) – 9
ε (Epsilon) — 5
λ (Lambda) — 30
η (Eta) — 8
μ (Mu) — 40
α (Alfa) — 1

9+5+30+8+40+1 = 93

 Aγαπη (Agape):

A (Alfa) — 1
γ (Gama) — 3
α (Alfa) — 1
π (Pi) — 80
η (Eta) — 8

1+3+1+80+8 = 93

Khabs am Pekht: a Instrução
“Todos aqueles que aceitaram a Lei deveriam proclamar o mesmo no trato diário. “Faze o que tu queres há o ser o todo da Lei” deve ser a forma invariável de saudação. Estas palavras, especialmente, no caso de estranhos, devem ser pronunciadas em voz clara, firme e articulada, com os olhos francamente fixos no portador. Se o outro for dos nossos, deixe-o replicar “Amor é a lei , amor sob vontade” A última sentença também deve ser usada como a saudação de despedida. Ao escrever, sempre que a saudação seja usual, deveria ser como acima: aberta “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei” e fechada “Amor é a lei, amor sob vontade” .”

(Aleister Crowley)

Fonte: Ocultura

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Quem é você?

Olá a todos, me chamo Hamilton, sou o novo colunista do blog, neste meu primeiro post vou falar sobre uma divagação que tive sobre o que somos e nossa personalidade.

É fato que somos todos diferentes, cada um tem sua personalidade, ela nos difere dos demais seres humanos do planeta, mas o que é a personalidade? É simplesmente o resultado de nossas experiências, todas elas. Por exemplo: quando criança tive uma família bem estruturada, se eu tivesse perdido meu pai, isso acarretaria uma mudança drástica em minha personalidade, pois fatalmente teria de assumir o papel de “HOMEM DA CASA” cuidar de minha mãe e de meu irmão. Se quem tivesse morrido fosse minha mãe, com certeza eu teria de assumir um papel diferente.

Quando criança tive um cachorro, o que me fez gostar de animais. E se ao invés de ter um cachorro algum tivesse me atacado? Com certeza eu teria receio quando encontrasse outro na rua. Portanto, somos o que vivemos, a nossa vida nos molda para que cheguemos onde estamos hoje.

Eu poderia ter escolhido ser um ator, mas não escolhi. Quando vou ao mercado prefiro comprar chocolate branco e não ao leite, porque sou assim, minha vida me moldou assim.

Se num belo dia de sol eu perdesse a memória, amnésia total, quem eu seria?

Todas as minhas experiências foram simplesmente “deletadas” de meu cérebro, tudo aquilo que me moldou se foi.

Mesmo assim eu não seria uma pessoa vazia, seria simplesmente como voltar à estaca zero, voltaria a minha essência, a quem realmente sou.

Mas quem é esta pessoa? Eu gostaria de animais? Iria preferir chocolate branco ou ao leite, ou teria novamente a chance de decidir qual prefiro?

Eu não seria influenciado pela sociedade, quais seriam minhas necessidades e vontades?

Estaria escrevendo neste blog ou seria um evangélico fervoroso? A sequência de fatores que me fizeram tomar este caminho não existiria mais.

Mas de onde vem esta nova personalidade?

De acordo com os Kardecistas, ela seria o resultado total de minhas vidas anteriores, seria tudo que eu já vivenciei em todas minhas encarnações, ou seja, tudo o que aprendi, toda a evolução que tive foi aglomerada numa só personalidade, formando assim meu verdadeiro eu.

Os umbandistas diriam que esta nova personalidade seria o resultado dos Orixás que tenho em minha coroa, cada Orixá tem sua vibração e seu arquétipo, até os 12 anos aproximadamente vivi sob influência do Orixá que era meu “Olorí” em minha vida passada, após esta idade assumi os traços dos Orixás designados a orientar meu caminho nesta encarnação.

Agora eu pergunto: você sabe mesmo quem você é?

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